O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, 13, o "endividamento saudável". Seria quando as famílias usam o crédito para adquirirem bens e aumentarem seu patrimônio. A declaração ocorreu três dias depois de uma pesquisa mostrar recorde no número de famílias com contas atrasadas.
Segundo ele, financiamentos voltados à compra de bens podem ser necessários quando ajudam a melhorar a qualidade de vida das famílias. Durante evento em Brasília sobre dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizadas, Lula também afirmou que o governo deve estimular o consumo de eletrodomésticos e utensílios dentro da capacidade financeira das famílias.
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O petista, no entanto, criticou as dívidas relacionadas às apostas de quota fixa. Além disso, afirmou que o hábito de apostar pode levar ao superendividamento das famílias. Em julho, o Ministério da Fazenda lançou uma nova versão do Desenrola para renegociar dívidas. O programa passou a exigir a autoexclusão de sites de apostas.
Endividamento atinge 82% das famílias, diz pesquisa
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) na segunda-feira 10, mostrou que 82% das famílias brasileiras têm dívidas pendentes. Entre quem recebe até três salários mínimos, de R$ 4,8 mil, o índice se aproxima de 85%.
