Passada a primeira metade de 2026, alguns sinais do mercado já permitem identificar uma mudança de direção importante na adoção de inteligência artificial pelas empresas. No cenário atual, é possível perceber claramente que o acesso às ferramentas aumentou, os investimentos continuam crescendo e praticamente toda organização já realizou algum tipo de experimento. Ainda assim, transformar essas iniciativas em processos que realmente façam parte da operação continua sendo um desafio. Um estudo global da IDC sobre maturidade em inteligência artificial mostra que 54% dos projetos desenvolvidos como prova de conceito nunca chegam aos ambientes de produção. Em outras palavras, mais da metade das iniciativas fica pelo caminho antes de gerar retorno para o negócio.
A intenção de mudar essa conjuntura, contudo, aparece com clareza em um estudo recente da Deloitte. A pesquisa mostra que, além do acesso dos colaboradores à IA ter crescido significativamente em 2025, as empresas esperam dobrar, em poucos meses, a quantidade de projetos efetivamente colocados em produção. O dado sinaliza uma mudança importante justamente na forma como as organizações encaram a tecnologia: o objetivo já não é apenas experimentar, mas escalar iniciativas capazes de produzir impacto mensurável.
Uma transição complexa - e que deve ser guiada por métodos estruturados
Na prática, essa transição costuma ser muito mais complexa do que parece.
