Enquanto meteorologistas monitoravam a trajetória do Tufão Dolphin em direção à China nos últimos dias, uma nova geração de modelos meteorológicos de inteligência artificial atuou lado a lado com sistemas tradicionais de previsão, evidenciando a emergência da China como uma das principais lideranças na corrida para aprimorar as previsões.
Sistemas desenvolvidos na China, incluindo o Fengwu (do Shanghai AI Laboratory), o Pangu (da Huawei) e o Fuxi (da Universidade Fudan), estão entre um seleto grupo de modelos de previsão por IA que, segundo pesquisadores, conseguem gerar prognósticos muito mais rápido do que os sistemas convencionais, além de se equipararem ou até superá-los em algumas métricas usadas nos boletins meteorológicos.
Por décadas, a previsão do tempo dependeu de modelos numéricos executados em supercomputadores para simular a física atmosférica.
Em contrapartida, os modelos de IA aprendem padrões a partir de vastos acervos históricos de observações meteorológicas e conseguem produzir os dados em uma fração do tempo.
A tecnologia vem sendo cada vez mais testada durante a temporada de tufões no Leste Asiático, onde até pequenas melhorias na projeção da trajetória podem ajudar as autoridades a se prepararem melhor contra enchentes, organizarem evacuações e gerenciarem possíveis interrupções no transporte.
