A Rede Mater Dei registrou lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões no segundo trimestre, alta de 66% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita também avançou, para R$ 614 milhões, crescimento de aproximadamente 12% na comparação anual.
Em entrevista, o presidente da companhia, José Henrique Salvador, avaliou positivamente o resultado e destacou a capacidade da rede de ampliar as margens à medida que cresce. Segundo ele, as sinergias geradas pela integração das unidades adquiridas em um período de expansão inorgânica contribuíram para o desempenho.
A diferença entre o crescimento do lucro e o da receita, de acordo com Salvador, está principalmente relacionada à diluição de custos e despesas administrativas. Como a estrutura da companhia já está montada, o aumento das receitas permite diluir esses gastos e melhorar o resultado final.
O executivo também citou ganhos de eficiência tributária como fator que contribuiu para o lucro recorde do período.
Em meio ao cenário de juros elevados no Brasil, a Mater Dei prioriza neste momento o crescimento orgânico, que exige menos capital. A estratégia envolve a atração de equipes médicas, novas parcerias e investimentos nas unidades já existentes.
A companhia, porém, não descarta novas aquisições. Segundo Salvador, a rede permanece atenta a oportunidades de compra de empresas e hospitais, especialmente em praças consideradas estratégicas.
