Quase seis meses após o início da guerra entre EUA e Irã, os estoques globais de petróleo estão diminuindo rapidamente, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz permanece praticamente paralisado e as duas potências no centro das hostilidades disputam o controle dessa via navegável estratégica.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tem insistido repetidamente que o estreito, por onde o petróleo flui de países como a Arábia Saudita e o Iraque para o restante do mundo, está sob controle americano.
“Eles não têm o controle. Nós temos controle total. Nós somos os donos daquilo e, em algum momento, talvez eles façam algo e acabem sendo destruídos”, disse Trump a repórteres na quarta-feira (12).
“No momento, estamos em uma posição muito boa.” Mais cedo naquele dia, ele afirmou que a Marinha dos EUA havia varrido o estreito em busca de minas.
No entanto, o Irã afirma que não reabrirá totalmente o estreito até que os EUA atendam às suas condições.
A realidade é muito mais complexa do que a declaração de controle feita por Trump, dizem especialistas: navios temem por sua segurança em meio a ataques a embarcações no estreito, e há a ameaça constante de retomada dos ataques entre EUA e Irã.
O estreito está aberto ou fechado?
O bloqueio naval dos EUA ao Irã continua em vigor, impedindo navios de ir ou vir de qualquer porto iraniano, seja dentro ou fora do estreito. Isso sufocou o fluxo de caixa do Irã e fechou o estreito para o comércio marítimo iraniano.
