O CEO da Icatu Seguros, Luciano Soares está otimista com o avanço do seguro de vida universal no Brasil e diz que a empresa está bem posicionada para oferecer o produto, mas ressalta que o mercado ainda aguarda definições regulatórias.
Segundo ele, faltam esclarecimentos - especialmente em relação à tributação - para dar previsibilidade ao lançamento e à expansão dessa modalidade, vista como uma das principais apostas de crescimento para o setor.
Soares é o entrevistado de hoje do Capital Insights, programa produzido em parceria entre a Broadcast e o CNN Money, que vai ao ar às 19 horas.
O seguro vida universal é uma modelo de proteção securitária que combina cobertura por morte ou invalidez com o acúmulo de uma reserva financeira. Além de garantir uma indenização em caso de óbito, como o seguro vida tradicional, esse produto também forma um colchão financeiro, que rende juros. No futuro, o montante acumulado pode ser usado conforme as regras da apólice.
No ano passado, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) publicou um normativo que estrutura regras para o produto, que não tem caráter de previdência. No entanto, o mercado ainda aguarda definições sobre a tributação para começar a comercializá-lo.
Na avaliação de Soares, a introdução de novos produtos e a modernização do marco regulatório se somam a uma oportunidade estrutural: ampliar a penetração do seguro no país.
