A Azul Conecta avalia que as companhias aéreas têm dificuldade em atuar na região da Amâzonia Legal, o que acaba mantendo a baixa competitividade da aviação no local.
Em entrevista ao Conexão Infra exibido nesta quinta-feira (13), Vitor Cordeiro, CEO da subsidiária regional da Azul, apontou que o cenário é ocasionado especialmente pelos altos custos operacionais, com destaque para o preço do QAV (querosene de aviação).
Cordeiro disse que há uma “assimetria” competitiva no mercado nacional. Segundo o executivo, enquanto não houver uma solução para reduzir os custos das companhias aéreas e, consequentemente, o valor da passagem, o Brasil continuará com dificuldades para ampliar a concorrência e atrair novas empresas.
“Há opções que estão sendo observadas, que já existem na Europa, mas que eu vejo uma assimetria na competição [no Brasil]. Hoje, a gente tem uma carga tributária elevada e um combustível que é caro. Então, no nosso entendimento, a gente não sabe se o nosso mercado vai ser tão atrativo assim pra esse tipo de operação”, afirmou.
A Câmara dos Deputados aprovou em abril deste ano um projeto de lei que permite a atuação de empresas aéreas estrangeiras em rotas domésticas da Amazônia Legal. O texto, no entanto, foi recebido com ressalvas por especialistas do setor aéreo.
Na prática, o projeto permite que empresas estrangeiras realizem voos domésticos na região sem necessidade de constituir subsidiária brasileira. A proposta ainda precisa passar pelo Senado.
