“Foi a minha Copa do Mundo”, escreveu o árbitro somali Omar Artan em uma das bolas da partida da Supercopa da Uefa, que ele apitou na quarta-feira, em Salzburgo, na Áustria, apenas dois meses depois de os Estados Unidos terem negado sua entrada, impedindo-o, na prática, de atuar no Mundial de 2026.
Em uma publicação feita nesta quinta-feira em sua conta no X, a Uefa, organizadora do jogo entre o Paris Saint-Germain, campeão da Liga dos Campeões, e o Aston Villa, campeão da Liga Europa, divulgou uma foto mostrando uma bola com essa mensagem escrita à tinta preta.
“Uma lembrança especial da Supercopa, de Omar Artan”, acrescentou a Uefa na legenda da imagem.
Tendo visto frustrado o sonho de arbitrar na Copa do Mundo de 2026 após ter a entrada nos Estados Unidos negada ao chegar ao aeroporto de Miami, em junho, o árbitro somali foi convidado pela Uefa para apitar a Supercopa, partida vencida pelo PSG por 2 a 1 na quarta-feira.
This was my World Cup. @UEFA pic.twitter.com/sMgjB8trqR, Omar Artan (@RefOmarArtan) August 13, 2026
O Departamento de Estado americano justificou a negativa de entrada a Artan citando supostas ligações entre o árbitro e “indivíduos suspeitos de pertencer a organizações terroristas”, o que o tornou “inelegível para entrar” em território americano.
As alegações, negadas pelo árbitro, provocaram indignação na Somália, onde ele foi recebido como herói ao retornar.
