*Por Mario Oliveira
A inteligência artificial já entrou no radar dos Centros de Serviços Compartilhados brasileiros. Levantamentos do IEG (Instituto de Engenharia e Gestão referência em CSCs) sobre o mercado mostram que 80% dos centros já consideram aplicar IA em suas operações, enquanto apenas 10% utilizam efetivamente a tecnologia hoje. O dado revela mais do que uma tendência: mostra uma lacuna importante entre intenção e maturidade.
Existe um desejo claro de avançar com iniciativas de Hiperautomação, combinando IA, automação de processos, integração de sistemas e análise de dados. Mas antes de falar em escala, é preciso olhar para uma etapa anterior: criar uma camada operacional capaz de sustentar automações inteligentes. Em outras palavras, padronizar processos, criar governança, integrar sistemas, medir indicadores e garantir que as demandas sejam orquestradas de ponta a ponta.
Essa é uma discussão central para os CSCs. Durante muito tempo, os Centros de Serviços Compartilhados foram vistos como estruturas criadas para centralizar atividades, reduzir custos e padronizar rotinas administrativas. Essa visão ainda é válida, mas já não é suficiente. Em um ambiente corporativo pressionado por produtividade, eficiência, experiência interna e novas tecnologias, os CSCs estão deixando de ser apenas centros operacionais para se tornarem hubs de inteligência e governança.
A IA não substitui processos bem desenhados.
