Um novo relatório da Organização das Nações Unidas revelou que julho foi o mês mais letal para civis na Ucrânia em mais de quatro anos de conflito. Pelo menos 437 pessoas foram mortas no período, a maior parte por armas de longo alcance.
O dado reacende o debate sobre a intensidade de uma guerra que, apesar de receber menos atenção da mídia ocidental, segue causando devastação. A analista de Internacional Fernanda Magnotta avaliou que os números de julho não representam um episódio isolado.
“A gente traz esses números de julho e eles podem soar, num primeiro momento, como um elemento fora da curva, mas isso está longe de ser verdade. No primeiro semestre de 2026, as mortes e ferimentos de civis ficaram 37% acima do mesmo período em 2025“, afirmou Magnotta durante o CNN 360º desta quinta-feira (12).
Putin ameaça apreender navios de países da União Europeia
Ucrânia diz ter retomado 745 km² de território ocupado pela Rússia em 2026
Ucrânia cessa ataques a petroleiros em porto russo a pedido dos EUA, diz FT
A analista destacou que, embora a linha de batalha possa parecer geograficamente congelada, o conflito está longe de ter esfriado. “Ao contrário, está cada vez mais profunda e cada vez mais imbricada na sociedade ucraniana”, disse.
Na região de Donetsk, os avanços russos graduais são considerados operacionalmente relevantes.
Nesta quinta-feira (13), a Rússia atacou o maior porto de exportação de grãos da Ucrânia.
