A audiência de conciliação entre o GDF (Governo do Distrito Federal) e a União para viabilizar o acordo para um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para o BRB (Banco de Brasília) encerrou sem um consenso.
Na reunião que ocorreu nesta quinta-feira (13) no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Luiz Fux ouviu as partes e questionou se ainda era de interesse seguir com o acordo firmado inicialmente em maio.
Com a afirmativa, o ministro disse que GDF e União terão que continuar conversando para sanar os temores por parte do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e do pool de bancos que ofecerá a garantia à operação.
Participaram da reunião representantes do governo do DF, do BRB, da AGU (Advocacia-Geral da União), do Ministério da Fazenda, do Banco Central, do FGC e do MPF (Ministério Público Federal).
Em maio, o governo do Distrito Federal e a União firmaram uma proposta que previa um empréstimo ao governo do DF com recursos do FGC, com garantia de um sindicato de bancos públicos e privados.
Segundo apontado na audiência, são dois os pontos de conflito que inviabilizaram a operação de empréstimo. O primeiro, segundo o CEO do FGC, Daniel Lima, há uma insegurança em torno da proposta de reestruturação financeira do BRB.
Ele aponta que o FGC está preocupado com cenários em que o problema aumente, e não consegue atestar ou entender “onde estamos e para onde vamos com a operação de assistência”.
