Em coletiva de imprensa, Abel Ferreira assumiu que o goleiro Carlos Miguel poderia ter atuado melhor no lance que originou o gol do Cerro Porteño, em partida na qual o Palmeiras vencia por 1 a 0, jogava com um atleta a menos e os ponteiros do relógio marcavam os últimos minutos do confronto.
Apesar do reconhecimento sobre a falha, Abel Ferreira evitou individualizar a responsabilidade pelo resultado e saiu em defesa do goleiro, reforçando a ideia de coletividade dentro do grupo.
Filosofia de grupo
“O nosso goleiro também sabe que pode fazer melhor naquela ação“, afirmou Abel Ferreira. O treinador, no entanto, foi enfático ao defender que vitórias e derrotas pertencem a todos: “Quando ganhamos, ganhamos todos. Quando perdemos, perdemos todos.”
Abel Ferreira estendeu o raciocínio a outros momentos decisivos do futebol, reforçando que o espírito coletivo deve prevalecer em qualquer circunstância. “Quando um faz golo e nos dá uma Libertadores, ganhamos todos. E quando um comete uma infelicidade, estamos todos juntos”, declarou.
Ao concluir seu raciocínio, Abel Ferreira resumiu sua visão sobre o esporte: “É assim que eu vejo o futebol, como uma sociedade.” A declaração reforça a postura adotada pelo treinador de proteger individualmente seus jogadores, distribuindo entre o coletivo tanto os méritos quanto os erros da equipe.
