Uma nova onda de ataques cibernéticos orquestrada pelo grupo hacker Lazarus, ligado à Coreia do Norte, atingiu empresas dos setores de defesa, aeroespacial e tecnologia em diversos países - com alvos identificados na França, na Alemanha, na Índia e no Brasil. A campanha, conhecida como “Operation Dream Job”, atraiu funcionários com falsas propostas de trabalho para infectar os sistemas das companhias.
A sofisticação do golpe foi revelada pela empresa de segurança cibernética Check Point Research. Os pesquisadores identificaram a ameaça, reportaram a vulnerabilidade à Microsoft em 28 de julho, mesmo dia em que a fabricante lançou uma atualização de correção oficial para o sistema operativo.
Os criminosos abordaram as vítimas com promessas de contratação e enviaram arquivos maliciosos disfarçados de documentos de seleção. Em uma das etapas do golpe, os invasores direcionaram os alvos para sites falsos que se passavam por páginas de empresas legítimas de tecnologia, nas quais os usuários baixavam leitores de PDF adulterados.
Invasão silenciosa e controle total
O ataque chamou a atenção dos analistas da Check Point por empregar uma técnica inédita de negociação de acesso com criptografia pós-quântica. O mecanismo utiliza o padrão de segurança Kyber/ML-KEM, projetado para resistir a tentativas de invasão até mesmo de futuros supercomputadores.
