Uma apuração preliminar da Polícia Militar de São Paulo encontrou divergências entre o relato apresentado pelo motorista de Fernando Haddad (PT) sobre uma suposta perseguição policial e as imagens obtidas até o momento. A informação foi apurada pela CNN Brasil com fontes da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Haddad afirmou que, depois de deixá-lo em casa na noite de terça-feira (11), o motorista teria sido seguido de maneira ostensiva e intimidadora por uma viatura da Polícia Militar. Segundo o relato inicial, ele teria parado em um hotel e, ao sair do estabelecimento, questionado os policiais sobre o motivo do acompanhamento.
No primeiro contato com a PM, o próprio motorista informou que havia entrado no Hotel Pullman durante o trajeto. Imagens do sistema de monitoramento do estabelecimento analisadas pela corporação, no entanto, mostram o Ford Fusion conduzido por ele apenas passando em frente ao hotel, sem entrar ou parar no local. Também não é possível identificar, naquele momento, uma viatura acompanhando o automóvel.
Após a análise dessas imagens, a Polícia Militar voltou a procurar o motorista. Segundo fontes da SSP, ele então retificou a informação e afirmou que a parada teria ocorrido antes do hotel.
Em uma videochamada com policiais, e com o auxílio de imagens do Google Street View, o motorista apontou outro local onde teria ocorrido a aproximação dos agentes. A PM realizou novas diligências e buscou câmeras disponíveis nessa região.
