A revista britânica The Economist avalia que a Venezuela pode retomar a democracia no país depois da queda de Nicolás Maduro. Em editorial publicado nesta quarta-feira, 12, a publicação atribui parte dessa possibilidade à atuação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Segundo a revista, Rubio tem ampla autonomia para conduzir a política norte-americana em relação à Venezuela e vem usando a influência de Washington para pressionar por uma transição democrática.
A avaliação sobre o secretário de Estado contrasta com a descrição feita pela The Economist do posicionamento do presidente Donald Trump. De acordo com a publicação, depois de enviar forças especiais norte-americanas para capturar Maduro, em janeiro, Trump concentrou suas declarações no controle das reservas de petróleo venezuelanas e demonstrou pouco interesse público pelo futuro político do país.
Na ocasião, Delcy Rodríguez, vice de Maduro, assumiu interinamente a Presidência. Para a revista, a permanência de integrantes do antigo regime no poder alimentou o temor de que a estrutura política construída durante a ditadura continuasse funcionando mesmo depois da retirada de Maduro.
O cenário, segundo o editorial, começou a mudar com a participação direta de Rubio nas negociações entre integrantes do regime e representantes da oposição.
