*Por Rafael Silva
A velocidade com que novos modelos de inteligência artificial generativa foram incorporados ao mercado fez com que organizações de todos os setores corressem para experimentar aplicações, lançar pilotos e identificar oportunidades de ganho de produtividade. O movimento foi tão intenso que a adoção da IA rapidamente se tornou uma expectativa do mercado.
No entanto, hoje temos um novo cenário e a discussão já não está concentrada em como adotar inteligência artificial, mas em como fazer com que ela opere de maneira consistente dentro do negócio. Em outras palavras, estamos entrando em uma nova fase que é a da IA operacional.
Essa mudança de perspectiva é sustentada por números. Segundo o estudo KPMG Global AI in Finance 2026, o uso ativo da inteligência artificial nas áreas financeiras saltou de 30% para 75% entre 2024 e 2026. O Brasil aparece entre os países mais avançados nessa jornada, com 91% das instituições utilizando IA em atividades como planejamento financeiro, elaboração de relatórios e análises comerciais, percentual superior à média global, de 76%.
Os dados mostram que o acesso à tecnologia deixou de ser um fator de diferenciação. Quando praticamente todas as organizações passam a utilizar inteligência artificial, a vantagem competitiva migra para outro lugar, que é a capacidade de transformar essa inteligência em execução.
