A BRE (Brazilian Rare Earths) estima em US$ 969 milhões (cerca de R$ 5,03 bilhões na cotação atual) o investimento necessário para colocar em operação a produção e o refino de terras raras do projeto Rocha da Rocha, na Bahia. O plano prevê a extração do minério no interior do estado e a instalação da etapa química de processamento no Polo de Camaçari.
A estimativa faz parte do primeiro estudo de escopo do projeto, divulgado nesta quinta-feira (13). O estudo é uma avaliação econômica preliminar e ainda será sucedido por etapas mais detalhadas de engenharia e viabilidade antes de uma decisão final de investimento. A companhia projeta iniciar a construção em 2029, começar a vender concentrado de terras raras em 2030 e chegar à produção de materiais refinados em 2031.
O modelo foi desenhado em etapas. Inicialmente, a BRE pretende desenvolver a mina de Monte Alto, onde o minério será extraído, britado e submetido a uma separação física para elevar sua concentração.
O material concentrado será transportado por cerca de 260 quilômetros até Camaçari, onde a empresa pretende construir uma unidade hidrometalúrgica. É nessa instalação que ocorrerão as etapas químicas de processamento e separação das terras raras, além da recuperação de urânio prevista no desenho industrial.
