O jornal O Globo criticou a atuação da Polícia Federal (PF) na investigação que identificou uma fonte do jornalista Luís Pablo, do Maranhão. Em editorial publicado nesta quinta-feira, 13, o veículo classificou como inconstitucional a violação do sigilo da fonte jornalística.
O caso envolve Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. Ele foi alvo de uma operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF investiga o fornecimento de informações utilizadas por Luís Pablo em reportagens sobre o ministro Flávio Dino.
Sigilo da fonte
O Globo argumenta que a Constituição protege o sigilo da fonte quando ele é necessário ao exercício profissional do jornalista. A garantia está prevista no artigo 5º, inciso XIV.
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O jornal afirma que a identificação de uma fonte pode comprometer o funcionamento da imprensa. Isso ocorre porque pessoas que fornecem informações de interesse público podem deixar de colaborar com jornalistas caso temam ser identificadas pelas autoridades.
A operação contra Cutrim gerou reação de entidades ligadas à imprensa. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e a Sociedade Interamericana de Imprensa manifestaram preocupação com a medida e apontaram risco à liberdade de imprensa.
