Além do desempenho dos índices, a bolsa americana chama a atenção dos investidores pelo nível de alavancagem no mercado.
Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, afirmou que há muito dinheiro emprestado sustentando posições na bolsa e alertou que uma eventual disrupção pode provocar uma quebra significativa dessa alavancagem.
O alerta ganhou ainda mais peso com o aumento das apostas de Michael Burry, investidor que ficou conhecido por antecipar a crise financeira de 2008, contra a bolsa americana.
De acordo com Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, os dois movimentos são sinais de que o momento exige cautela.
A preocupação está relacionada ao efeito que a alavancagem pode provocar em momentos de queda. Quando um investidor toma dinheiro emprestado para ampliar sua exposição a uma ação, ele também aumenta o tamanho das perdas caso o ativo se desvalorize.
Marilia Fontes, economista e sócia-fundadora da Nord Investimentos, explica que, nesse cenário, um investidor que possui US$ 50 mil pode, por exemplo, tomar outros US$ 100 mil emprestados e passar a operar com US$ 150 mil.
“Se eles tiverem que devolver esse dinheiro, eles vão ter que ir a mercado e forçar essa venda com volume bem grande para conseguir honrar esse dinheiro do empréstimo”, destaca.
Esse mecanismo pode fazer com que uma queda inicialmente moderada ganhe força.
