A Justiça de São Paulo decidiu não levar a júri as duas travestis que foram acusadas de esfaquear o ex-prefeito de um município do interior paulista, no dia 2 de fevereiro deste ano.
A decisão, divulgada na última quarta-feira (5), foi deflagrada na 3° Vara do Júri da Capital, após o Juízo entender que não há provas suficientes que indiquem a intenção de matar o homem. Durante o julgamento, o Ministério Público também se manifestou pela impronúncia.
À CNN Brasil, a defesa das investigadas informou que foram considerados elementos como a lesão em uma das acusadas, compatível com a dinâmica apresentada, a colaboração de ambas durante a abordagem policial e o fato de terem sido encontradas nas proximidades de uma delegacia enquanto acionavam o serviço de emergência.
A defesa ainda afirmou que a própria vítima declarou em Juízo não conseguir identificar quem havia desferido os golpes de faca, nem individualizar a atuação de cada acusada no momento dos fatos.
“Na decisão, o Juízo reconheceu que a tese defensiva relacionada à legítima defesa encontra plausibilidade nos elementos probatórios e que permaneceram dúvidas relevantes acerca da dinâmica dos acontecimentos e do elemento subjetivo das condutas”, informaram em nota.
A CNN Brasil entrou em contato com o Ministério Público de São Paulo, mas não obteve retorno até a última publicação.
