A eleição brasileira de 2026 também terá olhos internacionais acompanhando de perto o que acontece nas urnas.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) e o governo brasileiro assinaram, em Washington, o acordo que estabelece as garantias e imunidades para a Missão de Observação Eleitoral da OEA. A equipe vai acompanhar as eleições gerais de 4 de outubro e também um eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.
E não estamos falando de uma eleição pequena. O secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, chamou atenção justamente para o tamanho da operação: o Brasil terá quase 160 milhões de eleitores aptos a votar, formando um dos maiores eleitorados do hemisfério.
O acordo foi assinado por Ramdin e pelo representante permanente do Brasil junto à OEA, o embaixador Benoni Belli.
A missão chega em um momento em que urna eletrônica, segurança do sistema, transparência e confiança no resultado continuam ocupando espaço no debate político brasileiro. E justamente por isso a presença de observadores estrangeiros tende a ganhar uma dimensão que vai muito além de uma simples formalidade diplomática.
Os representantes da OEA poderão acompanhar diferentes etapas do processo: preparação e auditoria das urnas eletrônicas, votação, apuração e totalização dos resultados. Mas existe uma diferença importante: observação internacional não significa interferência internacional.
