Um estudo inédito conduzido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) lançou luz sobre o ecossistema do Discord ao mapear quase uma década de interações na plataforma, que está no centro do debate público sobre segurança digital.
Nesta quarta-feira (12), a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, determinou um prazo de três dias para a suspensão de transmissões ao vivo na plataforma. A motivação veio após a transmissão do suicídio de uma jovem de 13, em julho, no Mato Grosso do Sul.
Batizada de “Discord revelado: um conjunto abrangente de dados de comunicação pública”, a pesquisa estruturou um conjunto de dados públicos sobre o serviço, abrangendo informações de 2015 a 2024 e ofereceu um raio-X detalhado da comunidade digital.
O levantamento analisou 2,05 bilhões de mensagens enviadas por 4,73 milhões de usuários em mais de três mil servidores.
Os dados confirmam que a plataforma transcendeu suas origens no universo de jogos digitais em 2015, consolidando-se como um espaço de convivência diversa que engloba desde cultura pop com música, animes e arte.
Apesar da pluralidade, a estrutura descentralizada do Discord, onde a moderação é delegada aos administradores de cada servidor, surge como um ponto crítico.
