O ouro teve uma forte valorização nos últimos meses, impulsionada principalmente pelo aumento das incertezas econômicas e geopolíticas.
Esse movimento chamou a atenção dos investidores e levantou uma dúvida: depois de uma alta tão expressiva, o metal ainda pode ser uma alternativa interessante para a carteira?
Para Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, a valorização foi especialmente forte no início do ano. Segundo ele, o contexto esteve relacionado ao aumento das incertezas em torno da inflação americana e, posteriormente, aos conflitos geopolíticos.
Após a alta acelerada, veio também um movimento de realização de lucros. Depois de uma valorização expressiva, investidores podem vender parte de suas posições para realizar os ganhos, pressionando o preço do ativo para baixo.
O movimento serve também como um alerta para quem olha para a valorização recente e pensa em investir apenas porque o ativo está subindo.
“Quem entrou no momento de maior alta, em um movimento de especulação, acabou perdendo dinheiro. Por isso, é importante não entrar nesses momentos de especulação”, afirma.
Apesar das oscilações, o ouro pode cumprir uma função diferente de outros investimentos dentro de uma carteira.
“O ouro é um ativo de proteção.
