O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, manifestou nesta quinta-feira (13) solidariedade a Flávio Dino e afirmou que a Corte manterá o compromisso com a liberdade de imprensa e o sigilo de fonte.
Na abertura da sessão do Supremo, Fachin disse que ameaças à segurança física de Dino e de seus familiares devem ser apuradas e disse que eventuais investigações sobre crimes não devem atingir a atividade jornalística legítima.
O Supremo Tribunal Federal reafirma seu compromisso irrenunciável com a Constituição e com o respeito às liberdades fundamentais, sobretudo com liberdade de imprensa e com o direito fundamental dos jornalistas ao sigilo de fontePresidente do STF, Edson Fachin
A fala de Fachin ocorre após a repercussão de uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura uma suposta campanha de perseguição, monitoramento e difamação contra Dino e familiares no Maranhão.
A operação da PF atingiu o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida e o ex-deputado estadual e delegado federal aposentado Raimundo Cutrim. A investigação envolve suspeitas de monitoramento do ministro e de seus familiares, além da publicação de informações relacionadas à segurança de Dino.
Luís Pablo nega ter monitorado o ministro e afirma que suas reportagens tiveram como base informações recebidas de uma fonte. O jornalista também criticou a decisão que autorizou as medidas contra ele e afirmou que o caso pode afetar a liberdade de imprensa e o sigilo de fontes.
