Em março de 2026, o jogador japonês Tqvry encarou uma live de dez horas para fechar uma caçada de um ano e oito meses: a platina de Ninja Gaiden Sigma 2 Plus no PS Vita. O troféu exige terminar o jogo em modo Turbo, em cooperação, mas essa versão nunca teve multiplayer online. A saída foi enfrentar três chefes ao mesmo tempo ao lado de uma parceira controlada por IA.
Segundo o PSNProfiles, 7,3% dos jogadores já tinham esse troféu marcado, mas boa parte veio de bugs ou atalhos. Tqvry foi o primeiro a completar o desafio com prova pública. Os relatos anteriores vieram sem comprovação, e o dele saiu ao vivo, do início ao fim.
Para a maioria, o jogo acaba nos créditos. Para os achievement hunters, o final de verdade pode levar anos para chegar.
O que é ser um achievement hunter
O termo é usado desde a metade dos anos 2000, quando as conquistas deixaram de ser um bônus e passaram a ser um objetivo. O Xbox 360 abriu esse caminho em 2005, com o Gamerscore, o primeiro sistema a transformar desempenho em número comparável entre jogos diferentes. A Sony seguiu em 2008 com os Troféus do PlayStation, criando a hierarquia bronze, prata, ouro e platina, sendo a platina o selo reservado a quem destrava absolutamente tudo.
Com o tempo, essa cultura ganhou infraestrutura. Sites como PSNProfiles, TrueAchievements e Exophase funcionam como bancos de dados coletivos, calculando a raridade de cada troféu pela porcentagem de jogadores que o conquistaram.
