Faça um teste antes de continuar a leitura. Pegue o celular, abra o ChatGPT ou qualquer assistente de inteligência artificial e pergunte quais são as melhores empresas do seu setor na sua cidade.
Se o nome da sua empresa não aparecer, não adianta reclamar do algoritmo. O problema não é técnico. Ele é mais antigo e mais incômodo do que isso.
A IA não inventou aquela resposta. Ela leu o que existe sobre você e sobre os outros: avaliações de clientes, notícias, comentários, reclamações, comparativos, o que ex-funcionários escrevem, o que parceiros dizem em público. E resumiu. O seu site institucional é apenas uma das fontes. Provavelmente não é a mais influente.
É aqui que começa a mudança que eu considero a mais importante para quem empreende nesta década: a sua marca deixou de ser algo que você constrói e passou a ser algo que você recebe emprestado. Uma licença, concedida pelo mercado, que precisa ser renovada o tempo todo. E que pode ser cassada.
Marca nunca foi logotipo
Boa parte dos empresários brasileiros aprendeu que marca é identidade visual, slogan e campanha. Coisa de empresa grande, com verba grande. Quem tem uma indústria de médio porte, uma clínica, uma revenda, uma software house ou um escritório de serviços costuma tratar isso como luxo.
Existe um jeito simples de entender o que marca realmente é. O estrategista americano Jeff Gibbard resume em três perguntas.
O que você diz sobre si mesmo.
