Integrantes do Psol pediram à Justiça Eleitoral que Eduardo Cunha (Republicanos-MG) seja declarado inelegível e tenha a candidatura a deputado federal por Minas Gerais cassada. O ex-presidente da Câmara dos Deputados disputa novamente uma vaga de deputado federal pelo Estado.
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O requerimento foi protocolado nesta quarta-feira, 12, e conta com as assinaturas de Glauber Braga (Psol-RJ), Sâmia Bomfim (Psol-SP) e Maria da Consolação Rocha, candidata do Psol em Minas Gerais.
Os políticos alegam que Cunha cometeu abuso de poder econômico e político, além de uso indevido de meios de comunicação, ao supostamente direcionar emendas parlamentares para fortalecer sua pré-campanha no Estado mineiro.
Pedido do Psol e defesa de Eduardo Cunha
Segundo os autores, a petição se fundamenta em documentos reunidos pela Polícia Federal e em decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Elas supostamente indicam suspeitas de atuação de Cunha, mesmo sem mandato desde 2016, no direcionamento de emendas para cidades mineiras “especialmente em prol de sua campanha a deputado federal”.
Entre os indícios apresentados estão mensagens atribuídas a Cunha durante tratativas envolvendo emendas. Em uma delas, ele diz: “Cidade pequena é uma guerra”. Em outro trecho, ao tratar de substituição de municípios, afirma: “Boa tarde, desculpa, mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa”, segundo a petição.
