A Microsoft está diminuindo sua presença na China, mas não pretende abandonar o país. Segundo a Reuters, a companhia fechou ao menos 15 escritórios e joint ventures nos últimos cinco anos e chegou a avaliar uma saída em 2023.
O cenário mudou com a pressão geopolítica, a preferência chinesa por tecnologia doméstica e as restrições dos EUA. Mesmo assim, negócios de nuvem e inteligência artificial ajudam a manter uma porta aberta para a Microsoft.
De gigante do software a operação mais enxuta
A relação da Microsoft com a China começou nos anos 1990. A companhia construiu uma proximidade incomum com o governo e, anos depois, tentou ampliar sua presença no setor público com uma versão especial do Windows 10.
O projeto não deslanchou como esperado. Em 2017, Pequim passou a incentivar a compra de softwares considerados “seguros e confiáveis”. O Windows não era considerado compatível com essas políticas.
A Reuters analisou seis guias chineses de compras governamentais publicados entre dezembro de 2023 e maio de 2026. Cinco não recomendavam produtos da Microsoft. O sexto mencionava o Windows 10 China Government Edition, mas impunha requisitos adicionais de gestão.
A pressão sobre a empresa aumentou com a deterioração das relações entre China e Estados Unidos. Restrições americanas a chips e tecnologias avançadas também dificultaram a expansão dos negócios de IA e nuvem.
A inteligência artificial muda o jogo
A Microsoft encontrou um caminho diferente no setor privado.
