O lado mais visível da transição energética está nos carros elétricos, nas turbinas eólicas, nos painéis solares e nas baterias de fontes renováveis. Atrás dessas tecnologias, porém, o motor invisível desse avanço são as terras raras, elementos fundamentais na fabricação de imãs permanentes de alto desempenho.
Antes de chegar a esses produtos finais, existe uma etapa pouco conhecida pelo público: laboratórios e plantas-piloto onde os materiais são pesquisados, testados e preparados para aplicações cada vez mais exigentes.
Uma das inovações mais recentes da indústria mineral é o SPREC (super pure rare earth carbonate, ou carbonato de terras raras superpuro), um produto de alto valor agregado com um teor total de terras raras próximo de 99%, uma concentração muito superior à dos carbonatos mistos convencionais.
Esse nível de pureza o deixa pronto para ingressar diretamente nas etapas finais da fabricação de magnetos, trazendo maior previsibilidade aos processos industriais posteriores. Em um mercado onde o processamento de terras raras pesadas ainda é dominado pela China, torna-se urgente desenvolver alternativas no Ocidente.
O SPREC é único no mundo. Nasceu da experiência da Aclara em separação e purificação de terras raras, já foi testado com sucesso em nível de pilotagem e atualmente está sendo aplicado pela empresa em seu projeto Carina. O Brasil tem o potencial de se tornar o primeiro país a contar com essa tecnologia.
