Trump confirma voo secreto para escapar de ameaça iraniana
Desde o início, havia algo que não fazia sentido.
Durante as horas finais da Cúpula de Líderes da Otan, em Ancara, em julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede Truth Social que não voltaria para casa a bordo do novo avião presidencial que o havia levado à capital turca. A aeronave havia sido entregue ao governo americano pelo Catar no ano passado.
Em vez disso, Trump disse que havia enviado o avião antecipadamente para a Base Aérea de Mildenhall, na Inglaterra, para que militares pudessem visitá-lo.
Ele escreveu, sem explicar como voltaria a Washington, que viajaria até Mildenhall a bordo de um Air Force One mais antigo.
Como parte da equipe de imprensa que acompanhava Trump, eu estava nessa viagem.
O presidente Donald Trump embarca no Air Force One em 2 de agosto de 2026
Daniel Heuer/Reuters
A mudança no itinerário era confusa, e a explicação de Trump parecia pouco plausível. As perguntas entre os jornalistas passaram a girar em torno da possibilidade de o Irã ter elaborado um plano concreto para assassinar o presidente.
No início, nosso itinerário exato também era um mistério. Mas presumimos que ainda seguiríamos para Washington, como planejado originalmente, depois da parada no Reino Unido.
Se nossa suspeita inicial sobre uma questão de segurança estivesse correta, o avião fornecido pelo Catar, que não conta com alguns recursos de segurança, poderia não ser considerado adequado.
'Diferente de tudo que eu já havia visto': jornalista conta como foi viagem em avião abandonado por Trump
