A Lenovo, grupo chinês e maior fabricante de computadores pessoais do mundo, iniciou o ano fiscal com desempenho acima do esperado, apoiada pela forte demanda por infraestrutura de inteligência artificial e pela resiliência do negócio de PCs.
Nos três meses encerrados em junho, a receita avançou 43% em relação a igual período do ano passado, para US$ 26,94 bilhões, superando com folga a projeção do mercado, de US$ 22,33 bilhões, e atingindo nível recorde.
O lucro líquido ajustado saltou 176%, para US$ 1,075 bilhão, também acima do consenso.
Já o resultado líquido sem ajustes foi afetado por uma perda contábil não recorrente de valor justo, ligada à reavaliação de warrants (títulos que dão direito de compra de ações), e a companhia registrou prejuízo de US$ 609 milhões.
O balanço reforça a trajetória da empresa rumo à meta de US$ 100 bilhões em receita anual.
A Lenovo encerrou o ano fiscal em março com US$ 83,1 bilhões e vinha do maior crescimento trimestral de receita em cinco anos, quadro que agora ganha tração adicional com o ciclo de investimentos em IA.
O presidente do conselho e CEO, Yuanqing Yang, disse que a Lenovo está no caminho para atingir a meta de US$ 100 bilhões ainda neste ano, antes do prazo originalmente indicado, apesar da pressão trazida pela escassez global de memória.
