Calçadas perto de seções eleitorais da Tijuca, no Rio, durante votação de 1º turno da eleições de 2022
Fernando Frazão/Agência Brasil
786 candidatos registrados para as eleições de 2026 têm informação de cor ou raça diferente da que constava nos dados da Justiça Eleitoral em 2022. Os casos representam 4,5% das 17.413 candidaturas registradas até o momento, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisados pelo g1 e extraídos às 19h30 de quarta-feira (12).
🔎 Os dados ainda podem mudar. Partidos, federações e coligações têm até as 19h de 15 de agosto, este sábado, para apresentar os pedidos de registro.
A mudança mais frequente nestas eleições foi de branca para parda, identificada em 308 candidaturas. O caminho inverso, de parda para branca, aparece em 262 casos. Juntas, as duas alterações somam 570 registros, ou 72,5% de todas as diferenças encontradas.
Flávia Rios, socióloga, professora da Universidade de São Paulo e pesquisadora do núcleo Afro-Cebrap, explica que as mudanças nas declarações de cor ou raça já foram observadas em eleições anteriores. Ela lembra que o TSE passou a coletar essa informação em 2014.
Agora no g1
“Embora a gente tenha perguntas sobre cor em vários documentos brasileiros desde o Censo de 1872, a pergunta sobre cor no TSE é relativamente recente. Ela é de 2014, quando começa a ser introduzida nos formulários a chamada autodeclaração, seguindo as categorias do IBGE.
De 2022 para 2026, 786 candidatos mudam a cor ou raça declarada ao TSE
