Anunciado em abril de 2025, o jogo independente Duskfade conquistou a atenção de muitos jogadores logo de cara com sua pegada nostálgica. O título foi revelado com visuais cartunescos em 3D, um protagonista de cabelo espetado com uma espada, que lembra uma chave, e um animal falante como parceiro, tudo com visuais no estilo da Pixar.
Com essas características, as comparações com títulos como Kingdom Hearts são inevitáveis, e o estúdio por trás da obra sabe disso. Produzido pelo time espanhol Weird Beluga e publicado pela Fireshine Games, o jogo indie é amplamente divulgado como uma carta de amor aos games de ação e plataforma 3D da era PS2.
Apesar de ter nascido no interior de uma cidade pequena no Rio Grande do Sul, eu tive o privilégio de crescer justamente tendo contato com esse tipo de jogo. Além de passar bons anos com clássicos como Spyro The Dragon graças a um PS1 de segunda mão, meu tio se aventurou em ter uma locadora de games por alguns anos, o que me permitiu conhecer produções como Maximo, Jak and Daxter e Conker no auge da infância.
Por causa desse histórico, acompanhei com curiosidade o desenvolvimento e divulgação de Duskfade, mas com uma pulga atrás da orelha. Afinal, estamos vivendo o auge da “indústria da nostalgia”, o que pode ser uma armadilha gigantesca para um projeto independente com recursos limitados.
Prova disso é Agefield High: Rock The School, que também chegou recentemente.
