BRASÍLIA - O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na manhã desta quinta-feira (13) que a função de juiz o impede de participar com frequência de debates públicos e exige que permaneça em silêncio diante do que considera agressões, injustiças e distorções de fatos.
A manifestação foi publicada por Dino no Instagram em meio às repercussões de uma investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo o blogueiro Luís Pablo e o ex-secretário do governo do Maranhão Raimundo Cutrim.
Dino afirmou que, em funções anteriores, podia se manifestar publicamente com maior frequência. No STF, segundo ele, pronunciamentos desse tipo podem ocorrer apenas de forma excepcional.
O ministro classificou essa limitação como parte do ônus do cargo e afirmou que sua trajetória profissional é sua principal defesa. Dino destacou ter 37 anos de serviço público.
Investigação envolvendo Luís Pablo e Cutrim
Na terça-feira (11), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim e um advogado. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após pedido da PF e aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A medida é um desdobramento do caso envolvendo Luís Pablo, acusado de perseguir Flávio Dino. Em março, o jornalista foi alvo de busca e apreensão e teve celular e computador apreendidos. Segundo a PF, a análise dos equipamentos permitiu reunir indícios contra Cutrim e um advogado ligado ao jornalista.
