O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que sua posição como magistrado limita a possibilidade de responder publicamente às críticas e acusações dirigidas a ele. A manifestação ocorre em meio à repercussão de uma investigação que apura uma suposta campanha de perseguição, monitoramento e difamação contra o ministro e familiares no Maranhão.
“Como já tive oportunidade de esclarecer, a minha atual função de juiz impede-me de participar cotidianamente de ‘apaixonados’ debates públicos”, escreveu Dino no Instagram. Segundo o ministro, isso inclui “suportar calado agressões e injustiças, assistir a distorções monumentais quanto a fatos, acompanhar perplexo a exposição de interpretações absurdas”.
A investigação ganhou repercussão após uma operação da Polícia Federal atingir o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida e o ex-deputado estadual e delegado federal aposentado Raimundo Cutrim, que seria fonte do repórter. A apuração envolve suspeitas de monitoramento de Dino e de sua família, além da publicação de informações sobre a segurança do ministro. Luís Pablo nega ter monitorado Dino e afirma que suas reportagens tiveram como base informações recebidas de uma fonte.
O jornalista também criticou a decisão que autorizou medidas contra ele e afirmou que o caso pode afetar a liberdade de imprensa e o sigilo de fontes. Entidades representativas de jornalistas manifestaram preocupação com a investigação.
