A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou nesta quinta-feira, 13, a Operação Criptoabate, contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes por meio de falsas plataformas de investimento e lavar dinheiro obtido com as fraudes. São cumpridos 26 mandados judiciais no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo. Duas pessoas foram presas até o momento.
A ofensiva prevê dez mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. A investigação começou a partir da denúncia de uma vítima que teria perdido mais de R$ 37 milhões. No decorrer das apurações, os policiais identificaram ao menos 140 potenciais vítimas relacionadas à mesma dinâmica criminosa.
Investigação aponta uso de empresas e criptoativos
Segundo a Polícia Civil, o grupo mantinha uma estrutura com divisão de tarefas para captar vítimas, disponibilizar contas bancárias, movimentar e ocultar recursos, além de intermediar operações financeiras.
A investigação também aponta que os suspeitos utilizavam empresas, chamadas contas bancárias de passagem e criptoativos para movimentar e dificultar o rastreamento dos valores. O objetivo seria ocultar a origem dos recursos obtidos com os golpes.
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A ação é coordenada pelo Departamento de Polícia de Repressão aos Crimes de Polícia Especializada e pelo Departamento Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos. Em São Paulo, os trabalhos contam com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil paulista.
