No centenário de nascimento de Fidel Castro, marcado nesta quinta-feira, 13, Cuba mantém homenagens e referências ao ex-ditador, enquanto o país atravessa uma nova fase nas relações com os Estados Unidos. Fidel comandou a ilha por quase cinco décadas e permanece como uma figura central da história política cubana.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Em Cuba, o regime mantém a memória de Fidel como parte de sua identidade política. Fora da ilha, sua trajetória é alvo de avaliações distintas. Seus apoiadores o associam à Revolução Cubana e à resistência aos Estados Unidos. Críticos o apontam como responsável pela consolidação de uma gestão autoritária no país.
A Revolução Cubana e o impacto internacional
Fidel ganhou projeção internacional ao liderar a Revolução Cubana, que derrubou o governo do general Fulgencio Batista em 1º de janeiro de 1959. Ao lado de Ernesto “Che” Guevara e outros integrantes do movimento revolucionário, assumiu o comando do país.
Nos anos seguintes, Fidel aproximou Cuba da União Soviética e implantou um regime de orientação comunista. A mudança alterou a estrutura política e econômica da ilha e provocou uma ruptura com os Estados Unidos.
A relação entre os dois países se deteriorou rapidamente. Em 1961, ocorreu a fracassada invasão da Baía dos Porcos, organizada por exilados cubanos treinados e financiados pela CIA.
