Um dos momentos marcantes do bem sucedido décimo terceiro voo de testes da Starship foi a implantação experimental de vinte satélites Starlink V3, a nova geração da constelação de internet via satélite da SpaceX. Mas um detalhe nada pequeno chamou a atenção de quem acompanha o setor espacial: esses novos satélites são gigantes!
Com uma envergadura maior que a de um Boeing 737, estarão entre os maiores satélites de comunicação em órbita baixa da Terra. E, mais uma vez, isso nos levanta uma dúvida: será que objetos tão grandes representarão um problema ainda maior para a observação do Universo? Curiosamente, tudo indica que a maior preocupação talvez não seja aquilo que veremos no céu, mas sim aquilo que tentamos ouvir.
Desde o lançamento dos primeiros Starlink, em 2019, a constelação cresceu rapidamente e revolucionou o acesso à internet em regiões remotas do planeta. Ao mesmo tempo, despertou debates importantes dentro da comunidade científica. Trilhas brilhantes cruzando imagens de observatórios astronômicos de todo o mundo e possíveis interferências em radiotelescópios passaram a preocupar os cientistas que estudam o Universo. A própria SpaceX reconheceu esses desafios e, ao longo dos últimos anos, trabalhou em soluções para reduzir o impacto de seus satélites sobre a astronomia.
Superfícies menos reflexivas e um cuidado a mais com o vazamento de sinais de rádio tornaram os satélites mais discretos, mas não invisíveis.
