A Justiça de São Paulo manteve as prisões preventivas dos acusados pela morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump em Limeira, no interior do estado, e marcou para setembro a audiência de instrução do processo.
A decisão, assinada em 12 de agosto pelo juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal de Limeira, também ratificou o recebimento da denúncia oferecida pelo Ministério Público e determinou o prosseguimento da ação penal.
A audiência de instrução foi marcada para 17 de setembro de 2026. Nessa etapa, serão produzidas provas para esclarecer as circunstâncias da morte e as responsabilidades atribuídas aos acusados. O processo tramita como ação penal de competência do Tribunal do Júri, por homicídio qualificado.
Jovem morta em salto de “rope jump” é enterrada em São Paulo | AGORA CNN
Ao analisar os pedidos de revogação das prisões, o magistrado decidiu, ao menos por enquanto, pela manutenção da custódia. Segundo a decisão, permanecem presentes os riscos que justificam a prisão preventiva, especialmente diante da “necessidade de garantir a instrução criminal e a aplicação da lei penal”.
Entre os elementos considerados pelo juiz estão comportamentos atribuídos aos envolvidos após os fatos, como o apagamento de registros digitais das redes sociais sobre as atividades, a fuga em direção à mata mesmo após serem orientados a permanecer no local e a troca de roupas antes da abordagem policial.
