A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do Maranhão, provocou reação da ONG Transparência Internacional - Brasil nesta quarta-feira, 12. Cutrim foi identificado como fonte das reportagens do jornalista Luís Pablo sobre o ministro Flávio Dino (PSB-MA), também da Suprema Corte.
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A Transparência Internacional - Brasil declarou que o STF tem utilizado “poderes excepcionais autoconcedidos” para proteger ministros contra investigações e críticas, além de retaliar denunciantes e, em alguns casos, alimentar disputas pessoais. A entidade avaliou que essa conduta transformou o STF num “vetor permanente de autoritarismo e abuso de poder”.
Crescem críticas à atuação do STF
A organização também afirmou que o que chamou de “bonapartismo de Moraes e a complacência de seus pares” contribuiu para o aumento de práticas autoritárias. Segundo a ONG, “as lideranças verdadeiramente democráticas do país devem assumir a responsabilidade de restaurar os limites constitucionais ao exercício do poder pelo STF, antes que a reação a esses abusos deixe de ser uma demanda por normalidade constitucional e passe a se manifestar como ataque irrefreável à própria Corte e à sua independência".
