A Allterra está mudando o modelo de negócios para se posicionar como uma plataforma de tecnologia e biociência voltada à agricultura regenerativa na América Latina. A estratégia, segundo o CEO da companhia, Eduardo Navarro, busca integrar tecnologias de manejo do solo, biológicos, sementes de cobertura e diagnóstico para aumentar a produtividade agrícola e reduzir custos ao longo do tempo.
Embora não seja uma projeção oficial ou divulgada pela companhia, Navarro afirma que a Allterra trabalha internamente com a possibilidade de multiplicar por dez o tamanho da operação entre três e cinco anos. “A Allterra, de três a cinco anos, deve estar pelo menos dez vezes o tamanho que ela é hoje. É nisso que a gente acredita, é para isso que a gente está trabalhando”, afirmou.
O executivo atribui a expectativa ao tamanho do mercado brasileiro e ao potencial de aumento de produtividade. Segundo ele, a companhia tem realizado conversas com grandes empresas do agronegócio e encontrou uma ampla aderência à sua proposta de mercado.
Na avaliação de Navarro, o avanço da genética agrícola aumentou o potencial produtivo das lavouras, mas parte desse ganho ainda não seria capturada devido a limitações de manejo.
Ele cita como exemplo a soja. Segundo o CEO, enquanto a genética já permite variedades com tetos produtivos elevados, as práticas de manejo ainda podem limitar o desempenho no campo.
