A despoluição dos rios Tietê e Pinheiros pode abrir caminho para a ampliação da reversão de água para a represa Billings e, consequentemente, para o desenvolvimento de um projeto de usina hidrelétrica reversível no complexo Henry Borden (889 MW), em Cubatão, na Baixada Santista.
Em entrevista à CNN, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Governo de São Paulo, Natália Resende, disse que a melhora da qualidade da água é uma das condições para que a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) avance no projeto.
Atualmente, a Constituição do Estado de São Paulo impõe limitações à reversão das águas da bacia dos rios Tietê e Pinheiros para a Billings. Segundo a secretária, essa restrição foi criada para impedir que a poluição dos rios fosse transferida para o reservatório, estratégico para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo.
“Na Constituição estadual há uma limitação em relação a essa reversão do curso do rio por conta da poluição. Com os investimentos que estamos fazendo, vamos reduzir a carga orgânica no Tietê, reduzir no Pinheiros para conseguir reverter mais água limpa”, afirmou Resende.
A ampliação da reversão, porém, depende diretamente do avanço dos investimentos em saneamento e da melhora da qualidade da água dos rios.
