Ficar muito tempo sentada pode “achatar” o glúteo? Com o home office, horas em frente ao computador, trânsito e uma rotina em que boa parte do dia acontece sentada, o chamado “bumbum de cadeira” ganhou espaço como uma forma popular de descrever a sensação de glúteos mais “apagados”.
Apesar do nome, não se trata de um diagnóstico médico, mas a expressão ajuda a chamar atenção para um comportamento cada vez mais comum.
A lógica está na própria função da musculatura. O glúteo máximo é bastante solicitado em movimentos como caminhar, levantar, subir escadas e estender o quadril, mas trabalha muito menos durante longos períodos em posição estática.
Por isso, mais importante do que contar quantas horas alguém passa em uma cadeira é observar quanto essa pessoa se movimenta no restante do dia. Quando a rotina sedentária vem acompanhada de pouca atividade física e ausência de fortalecimento, a musculatura pode perder condicionamento, o que interfere na percepção de volume, projeção e firmeza da região.
A ciência também ajuda a entender o que acontece enquanto estamos sentados. Estudos de imagem mostram que os tecidos dos glúteos sofrem compressão e se deslocam sob o peso corporal nessa posição.
Ao mesmo tempo, pesquisas sobre reduções importantes da atividade física mostram que menos movimento representa menos estímulo para a manutenção muscular.
