A recente reaproximação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi analisada por Jean Castro, CEO da Vector Relações Governamentais, ao WW. Para o especialista, Alcolumbre ocupa uma posição mais confortável do que Lula nesse movimento, justamente por não disputar eleições em 2026.
Segundo Castro, a busca pela reaproximação partiu do Palácio em direção à presidência do Senado, o que coloca Alcolumbre em vantagem nesse jogo político. “A posição do Davi é, até certo ponto, confortável, porque houve uma busca, e a gente sabe, foi do Palácio em direção ao Senado”, afirmou.
Cautela diante da indefinição eleitoral
Apesar da posição favorável, Castro ressaltou que Alcolumbre precisa agir com extrema cautela. Como o resultado do segundo turno ainda não está definido, o senador não pode demonstrar favoritismo a nenhum dos lados.
Castro lembrou ainda que Alcolumbre já vem fazendo gestos de proximidade ao governo Lula, mas que isso não representa um apoio declarado. Para Castro, declarar uma aliança formal neste momento não seria prudente para quem busca a reeleição à presidência do Senado.
“Não seria prudente você declarar já de pronto uma aliança com o governo Lula”, pontuou.
Possíveis concorrentes e o papel do Centrão
O especialista também mencionou que Alcolumbre precisa observar movimentos de possíveis adversários internos.
