A presidente do STM (Superior Tribunal Militar), ministra Maria Elizabeth Rocha, afirmou nesta quarta-feira (12) que a atuação do Judiciário durante a ditadura militar foi a “pior possível” e disse que não houve resistência das instituições de Justiça ao regime.
“Não houve até hoje uma penitência dos Poderes de reconhecerem as suas fragilidades e de reconhecerem que erraram durante o regime militar. Eu acho que isso é importante para que haja reparação, para que a memória seja conservada”, afirmou.
A declaração foi dada durante uma aula magna para estudantes de Direito da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). O tema foi “A Constituição Brasileira de 1988 e os Direitos Humanos”.
Maria Elizabeth é a primeira mulher a presidir o STM e ocupa o cargo desde março de 2025. Antes de assumir a presidência da Corte, a ministra já havia dito à CNN que nunca viu “com bons olhos” a participação de militares da ativa na política, com exceção de cargos no Ministério da Defesa e no comando das Forças Armadas.
“Quando a política entra nos quartéis, a hierarquia sai”, afirmou.
"Política e Forças Armadas são azeite e água", diz nova presidente do STM | CNN 360°
