A Stellantis vai aguardar definições sobre as eleições, a reforma tributária e as regras de importação antes de tomar novas decisões de investimento no Brasil. Segundo o presidente da empresa para a América do Sul, Herlander Zola, os projetos já anunciados seguem em andamento, mas a escolha das próximas tecnologias a receber aportes depende de maior clareza sobre a política industrial e a agenda de descarbonização do país.
Entre as alternativas em análise pela montadora estão a retomada de modelos movidos exclusivamente a etanol e a ampliação de veículos elétricos. Zola afirmou nesta quarta-feira (12), em almoço com jornalistas, que períodos eleitorais costumam adiar parte dos investimentos que dependem de previsibilidade regulatória e econômica.
De acordo com o executivo, um dos pontos centrais para a definição dos próximos passos é o tratamento dado à importação de carros eletrificados. Na avaliação da empresa, a alíquota de 35% cobrada sobre híbridos e elétricos parcialmente montados ainda torna mais vantajosa a importação da China do que a produção local. Zola disse que uma eventual elevação desse imposto tornaria o modelo de localização mais competitivo.
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A empresa também acompanha a regulamentação do imposto seletivo criado pela reforma tributária.
