O MPF (Ministério Público Federal) pediu medidas de controle e segurança dos voos comerciais de helicópteros no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (12).
A ação foi feita, de acordo com o MPF, contra a União, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o município do Rio de Janeiro, em decorrência do acidente do último sábado (8), em que quatro pessoas morreram em uma queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, zona Sul do Rio de Janeiro.
O MPF pede que o trânsito ordinário dos helicópteros destinados ao transporte remunerado de passageiros, inclusive voos panorâmicos, seja direcionado à Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), independentemente da modalidade de contratação do serviço.
Pela mesma razão, o MPF também determinou a abertura de um novo inquérito para apurar a responsabilidade da empresa que realizava os voos comerciais que resultou no acidente, a Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos Ltda, pelos danos que foram causados no Parque Nacional da Tijuca, local onde ocorreu a queda do helicóptero, que resultou em um incêndio.
O MPF afirma que a apuração será realizada independentemente das investigações destinadas a determinar as causas do acidente aéreo.
O Ministério Público Federal já havia apontado irregularidades em voos no Rio.
