A Eneva registrou lucro líquido de R$ 31,2 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 91,4% em relação aos R$ 364,5 milhões apurados no mesmo período do ano passado. O resultado líquido consolidado do período, antes da parcela atribuída às participações minoritárias, ficou em R$ 163 milhões, recuo de 66,5% frente aos R$ 485,9 milhões do segundo trimestre de 2025.
Segundo a empresa, os resultados foram impactados principalmente pela transição contratual das usinas térmicas no Espírito Santo, pelos efeitos contábeis relacionados ao processo de venda da térmica de Pecém II e pelo aumento das despesas com incentivos de longo prazo.
A receita operacional líquida alcançou R$ 3,9 bilhões entre abril e junho, avanço de 13,1% sobre os R$ 3,5 bilhões registrados no segundo trimestre do ano passado. Os custos operacionais, porém, cresceram em ritmo mais forte, de 41,4%, passando de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,4 bilhões.
O Ebitda consolidado somou R$ 1,2 bilhão no trimestre, queda de 25,8% em relação aos R$ 1,6 bilhão registrados no mesmo período de 2025. Segundo a empresa, o desempenho foi afetado principalmente pelo encerramento dos contratos regulados do PCS (Procedimento Competitivo Simplificado) de 2021 das usinas do Espírito Santo e pela desconsolidação da UTE Pecém II, que está em processo de venda.
A comparação também foi afetada pela variação cambial sobre o arrendamento do FSRU e pela marcação a mercado dos swaps de dívida.
