O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), fez uma aparição de cerca de 20 minutos no quintal da casa onde ele cumpria prisão domiciliar em 9 de setembro de 2025
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quarta-feira (12) rejeitar recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro contra a proibição de visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A manifestação da PGR havia sido pedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A defesa de Bolsonaro pediu a Moraes que reconsiderasse a proibição de o senador e pré-candidato à Presidência visitar o pai, em prisão domiciliar.
A defesa de Jair Bolsonaro argumenta no pedido que a proibição imposta por Moraes é "desproporcional diante da natureza da conduta imputada".
O ex-presidente estava proibido de utilizar redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Após uma visita ao pai, Flávio divulgou nas redes uma carta escrita à mão por Jair, na qual o ex-presidente conclama os seus apoiadores a se unirem em torno da pré-candidatura do filho à Presidência da República.
"O contato permanece condicionado às determinações estabelecidas pelo juízo e pode sofrer limitação como resposta a descumprimento das condições fixadas para o cumprimento da pena. A condição de advogado do Senador tampouco importa isenção ao cumprimento dos ditames condicionantes da medida humanitária concedida", diz trecho da manifestação da PGR.
PGR defende a rejeição de recursos apresentados por defesa de Bolsonaro contra a restrição de visitas
