O sucesso reprodutivo da pecuária de corte brasileira depende de um planejamento prévio rigoroso, focado no ajuste nutricional das fêmeas e na mitigação dos impactos climáticos.
Em entrevista ao Giro do Boi, o médico-veterinário e diretor da Cria Fértil, Ricardo Passos, afirmou que o prolongamento da estiagem e os episódios de calor extremo exigem intervenções imediatas no manejo dos lotes.
A falta de massa verde aliada às temperaturas elevadas reduz a taxa de concepção e compromete a lucratividade das fazendas de cria. Para garantir que o rebanho atinja o Escore de Condição Corporal (ECC) ideal antes do início do protocolo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), o especialista reforça que a avaliação das pastagens e a pesagem dos lotes precisam ocorrer com urgência.
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A importância do manejo nutricional
A categorização das fêmeas por necessidade nutricional orienta a distribuição eficiente dos insumos no cocho e alivia a taxa de lotação dos piquetes mais castigados pela seca. Passos ressalta que fêmeas que chegam à estação reprodutiva com baixo escore corporal não devem ter os protocolos hormonais adiados. A IATF atua como uma ferramenta terapêutica para induzir a ciclicidade e tirar a vaca do anestro pós-parto, evitando o atraso nos nascimentos da safra seguinte.
